Educação

ALFABETIZAÇÃO

Bralfa certifica estudantes da Unidade Prisional de Imperatriz

Ao todo, 15 alunos concluíram até o 4º ano do ensino fundamental

Publicado em: 09/10/2018 por Sara Ribeiro

Secretaria de Educação

Bralfa certifica estudantes da Unidade Prisional de Imperatriz

Estudantes passaram pelo ciclo de alfabetização durante oito meses (Foto: Patrícia Araújo)

O programa Brasil Alfabetizado, Bralfa, vinculado à Secretaria Municipal de Educação, Semed, entregou nesta terça-feira, 9, certificação dos alunos da Unidade Prisional de Ressocialização de Imperatriz, UPRI. Ao todo, 15 estudantes foram declarados alfabetizados e concludentes do Ensino Fundamental anos iniciais, até o 4º ano.

Representante da Semed, na solenidade, a coordenadora da Educação de Jovens e Adultos, EJA, Ana Meires Pereira de Sousa, ressalta a importância do projeto para os detentos e o município. “Com mais de 13 milhões  de analfabetos, o país precisa investir em educação. Sendo assim, objetivo maior da ressocialização do sistema prisional é alfabetizar esses apenados e o município vem contribuindo para isso, fortalecendo a educação dentro das penitenciárias.”- destacou.

Só neste mês, essa é a segunda turma a receber certificação do programa em 2018. A primeira foram os estudantes da APAC, com 20 alunos. Além disso, o Bralfa mantém, no ciclo atual, 15 turmas em diversos bairros da cidade e nas instituições parceiras, como Casa do Idoso, APAC, CCPJ, Funac e igrejas, com mais de 300 alunos sendo alfabetizados.

A pedagoga da UPRI, Maria José Marques, envolvida no projeto desde o início da implantação do programa na unidade prisional, agradece ao município pela parceria. “Quando eu soube do Bralfa, pela prefeitura, imediatamente eu corri na Semed para saber como faria para implantá-lo na unidade, porque tínhamos muitos analfabetos. Hoje temos o resultado e isso é gratificante, foi um projeto que abraçamos, deu certo e que será dado continuidade com a EJA" - revelou. 

A professora que alfabetizou, durante os oito meses, os detentos atendidos pelo Bralfa, comentou sua experiência. “Eu nunca havia entrado em uma penitenciária, mas depois de estar aqui como professora eu passei a vê-los de maneira diferente. Eles sempre tiveram a vontade e disponibilidade de querer aprender. Sempre estiveram envolvidos em todas as atividades propostas. Houve um avanço na vida escolar deles, pois muitos não sabiam escrever o próprio nome, hoje já sabem ler”- finalizou Maria Inelvina Alves.

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