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Nossa Memória

A história dos festejos da Igreja de Bom Jesus

De 6 a 15 de agosto, missas eram celebradas pelos frades capuchinhos

Publicado em: 06/08/2018 por Domingos Cezar

No começo do século XX devotos de Bom Jesus, sob a liderança do casal Antônia e Antônio Calixto, construíram uma capelinha com objetivo de congregar e realizar suas devoções. A pequena capela foi erguida na então Rua Grande, hoje XV de Novembro.

Conta a historiadora Zequinha Moreira, que após a morte do casal, outros devotos deram continuidade aos festejos, mas aos poucos a capelinha foi ficando abandonada, quase desmoronando. Foi então que o casal Olívia e Simplício Moreira, em 1933 reconstruiu e ampliou o templo.

A partir de então, Simplício Moreira e sua família assumiram a direção dos festejos, cujo novenário se dava no período de 06 a 15 de agosto, com as missas sendo celebradas pelos frades capuchinhos. A novena encerrava dia 15, no dia da Assunção de Nossa Senhora.

Ao iniciar as festividades religiosas e sociais, um mastro era conduzido da BR-010, até a igreja, carregado nos ombros dos fiéis, quando então acontecia a solenidade do levantamento do mastro. Encerrando os festejos o mastro era derrubado e a bandeira era retirada e entregue à madrinha.

Mas o festejo não se resumia à parte litúrgica. Ao término de cada celebração as pessoas se divertiam no pátio da igreja. Bancas de venda de bebidas, café e bolos diversos eram distribuídas às margens da rua, quando à época havia pouca movimentação de veículos.

O músico oficial da festa era o sanfoneiro Virgílio Neves, mas outros músicos a exemplo de Rubens Garcia e Otacílio Costa e Silva também fizeram a festa dos fiéis. Em 15 de agosto encerrava-se a novena com a missa cantada em latim, pela manhã, à tarde, a procissão, culminando com a noite dos juízes.

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