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Vitor Pachelle e a força jovem no combate à Covid-19

Jovem enfermeiro recebe a honraria "Eterna Gratidão" pelo trabalho prestado no enfrentamento à pandemia

Publicado em: 02/07/2020 por Ariel Rocha

Secretaria de Saúde

Imperatriz faz 168 anos no dia 16 de julho. Durante todo esse tempo de existência da Princesa do Tocantins ou Portal da Amazônia, como bem preferir, ocorreram alguns eventos na sua história que foram capazes de impactar a realidade do seu povo. De certo, o combate à pandemia do Novo Coronavírus, responsável por causar a doença infecciosa Covid-19, ficará marcado ao longo dos anos na memória dos cidadãos.

Em 2020, as tradicionais solenidades em alusão ao aniversário da cidade honram o serviço daqueles que lutam no combate da doença e condecoram os profissionais da saúde que perderam suas vidas por conta da Covid-19. A honraria chamada "Eterna Gratidão" reconhece o papel de 13 personalidades aos quais como o título sucinta, o agradecimento é infinito e suas atuações nesta batalha nunca poderão ser retribuídos na mesma proporção.

Como parte fundamental, no cenário de enfrentamento à doença, quem poderia imaginar que aos 27 anos, o enfermeiro Vitor Pachelle, assumiria uma das maiores responsabilidades de sua carreira: dirigir o Hospital Municipal de Campanha. Nascido no dia 25 de julho de 1992 em Imperatriz, entrou em 2011 para o curso de Enfermagem na Universidade Federal do Maranhão, UFMA.

Na graduação, ocupou alguns espaços de representação e integrou movimentos de mobilização para os interesses da classe estudantil. Também passou a coordenar o projeto Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde, VER-SUS, no município – cargo que exerce até hoje guiado pelo lema “o SUS que acontece, o SUS que transforma”.

Pachelle formou-se em Enfermagem em 2017, com sua primeira atuação profissional na Rede de Saúde Mental de Imperatriz. Após um ano, assumiu o posto de Coordenador do Núcleo de Educação Permanente no Hospital Municipal de Imperatriz, HMI, e posteriormente passou a ser Coordenador Noturno na mesma unidade.

Antes de aceitar o convite da secretária municipal de saúde, Mariana Jales, para ficar à frente do Hospital de Campanha, ele conta que houve primeiramente um misto de sentimentos. Porém, o desafio de gerir a unidade apresentava e pensar, principalmente, na quantidade de pessoas que seriam ajudadas pelo trabalho executado no local, mediante as adversidades que a pandemia trouxe para a cidade, o fizeram caminhar para aceitar a proposta.

Durante os primeiros três meses de funcionamento da casa de saúde, o trabalho mostrou para o diretor e sua equipe que havia uma outra missão para além de cuidar dos acometidos pela doença: trazer conforto e criar vínculos com os pacientes e seus familiares. Para ele, todo o processo de cura não está apenas em dar alta ao paciente, mas sim construir uma rede de afeto e aconchego para todos os envolvidos.

O que fica de aprendizado para Vitor Pachelle após toda essa experiência? Com certeza uma formação pessoal e profissional gigantesca. Porém, a maior gratidão para o enfermeiro está nos 170 que já tiveram alta do Hospital de Campanha. A possibilidade de transformar a vida das pessoas através do cuidado, que foi um dos maiores motivadores para Vitor começar a cursar Enfermagem, impulsiona a continuidade do seu trabalho.

“Nós que somos novos, recém-formados, possuímos essa dificuldade de sermos reconhecidos e ganhar confiança”, observa o atual mestrando no Programa de Pós-graduação em Ensino em Ciências e Saúde na Universidade Federal do Tocantins, que teve que mudar suas prioridades pessoais diante do desafio de ser coordenador. “Sempre falo para equipe que eu estou aqui não como chefe, mas como um líder que apenas direciona para onde o navio vai. Mas quem está na força motriz são eles”, completa com a voz embargada.

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