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Jurivê de Macedo, Fundador da Cadeira 11 da AIL

Publicado em: 17/05/2018 por Domingos Cezar

No dia 17 de maio de 2010, Imperatriz se despedia do maior jornalista de sua história: Raimundo Jurivê Pereira de Macêdo, aos 80 anos de idade. No mesmo ano foi escolhido como patrono do Salão do Livro de Imperatriz – SALIMP.

Nascido em 16 de maio de 1930, filho de Fanny de Oliveira Macêdo e José Pereira de Macêdo, Jurivê de Macêdo não tinha diploma universitário, porém foi provisionado em advocacia e jornalismo. Em sua cidade natal, Porto Nacional, então Goiás, fez seus estudos primários e secundários. Em São Paulo (SP) fez o curso clássico no Colégio Paulistano e Colégio Estadual Caetano de Campos. Retornou ao Maranhão em 1960, estabelecendo-se em Porto Franco, até 1965, quando se mudou para Imperatriz, e integrou-se ao Rotary Clube e a Maçonaria.

Foi professor e presidente do núcleo de Imperatriz da então Campanha Nacional de Educandários Gratuitos (CNEG), que mantinha o Ginásio Bernardo Sayão, e um dos fundadores do Curso Comercial Gonçalves Dias ligado a CNEG. Em 3 de maio de 1970, junto com o industrial gráfico José Matos Vieira, fundou o jornal O Progresso, e como redator, permaneceu até 1984, quando então ingressou no jornal O Estado do Maranhão, onde escreveu a festejada coluna “Comentando os Fatos”, até sua morte.

Por seu trabalho dedicado à educação, à cultura, à comunicação, ele recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadão Imperatrizense e da Assembleia Legislativa, o título de Cidadão Maranhense. Recebeu ainda, da Prefeitura, a Comenda Frei Manoel Procópio. Em sua homenagem, a Prefeitura de Imperatriz instituiu a Medalha Jurivê de Macêdo, concedida, anualmente, a personalidades do Município.

Jurivê, um dos fundadores da Academia Imperatrizense de Letras – AIL, ocupava a Cadeira 11, e teve publicada a coletânea de seus escritos, com o título: Jurivê de Macedo – mestre da crônica jornalística.

Na esfera administrativa da cidade, ele foi nomeado em 1995 como procurador-geral do Município, permanecendo no cargo até 2000. Foi reconhecido pela gestão do prefeito Assis Ramos, que cedeu seu nome para o recém-inaugurado Complexo Esportivo e de Lazer Jurivê de Macedo, no Parque das Palmeiras.

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